Teoria crítica em perspectiva: Horkheimer; Adorno; Marcuse; Habermas; Honneth

Coordenador: Marcos Nobre (UNICAMP)
Ministrantes: M. Nobre, Lucianno Gatti, Ricardo Terra, Luiz Repa, Denilson Werle

Objetivo

Pretende-se com o mini-curso apresentar alguns autores e temas da Teoria Crítica em aulas monográficas. Seu espectro é amplo no sentido de que entre os autores já falecidos conta com nomes bastante conhecidos - como Max Horkheimer, Theodor W. Adorno e Herbert Marcuse - e com um nome praticamente desconhecido do público brasileiro - como é o caso de Franz Neumann. Além disso, inclui também autores ainda em atividade, desde o mais conhecido - como é o caso de Jürgen Habermas - até um autor ainda pouco conhecido entre nós - como é o caso de Axel Honneth -, de modo a apontar para a continuidade e a vitalidade dessa tradição intelectual. Esse amplo espectro permite também enfatizar temas nem sempre considerados nas apresentações convencionais de autores da Teoria Crítica, como é o caso dos temas do direito e da democracia, ou do reconhecimento e da justiça.

De maneira geral, pode-se dizer que curso procura cuidadosamente evitar o rótulo "Escola de Frankfurt" como redutor, enfatizando o pertencimento ao campo mais amplo da Teoria Crítica. Para tanto, a apresentação geral do curso pretende defender a idéia de um radical pluralismo no interior dessa tradição, ao mesmo tempo em que busca encontrar sua unidade na idéia de "modelo crítico".
Cada aula foi também pensada como um roteiro de leitura, de modo a mostrar um percurso que pode ser realizado em maior profundidade posteriormente, segundo o interesse do aluno. O objetivo é o de apresentar os autores da maneira mais clara possível, sem descurar da incorporação nas exposições da literatura secundária mais relevante, incluindo a mais recente. Para tanto, o viés polêmico e as críticas mútuas serão enfatizadas, de modo a ressaltar a pluralidade e a vitalidade do campo crítico.

Pretende-se com o mini-curso apresentar de maneira nova o pensamento de autores já conhecidos, introduzir novos autores e discutir que significados podem ter hoje essas obras para uma renovação da visão crítica da sociedade. Mesmo introduzindo temas, autoras e autores novos, não se tem qualquer pretensão de fazer uma apresentação exaustiva do campo crítico. Mesmo com um bom número de nomes, ainda haveria muitos por mencionar e trabalhar, assim como cada autor poderia ser apresentado sob outros enfoques, a partir de outros temas e problemas.

Programação